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 24/10/2019 - Gerenciamento em Saúde; Saúde do Adulto

 A primeira consulta ao ginecologista.

Imagem de uma paciente sendo atendida por uma médica. Na parte central da imagem está escrita a hashtag #cuidardevocê.

Ter a consciência que a sua filha cresceu, se tornou uma adolescente e que nesta nova fase precisará de ainda mais apoio dos pais para auxiliar que esta mudança seja tranquila pode ser um desafio para os pais. Afinal, até “ontem”, a amada menina era apenas uma linda criança. Era, pois agora cresceu, está se desenvolvendo e até já menstruou, demonstrando que um novo ciclo em sua vida acaba de começar.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o melhor momento para levar a menina ao ginecologista é a partir da primeira menstruação. Nessa primeira consulta, que deve ser acompanhada pela mãe, o médico fará uma entrevista com mãe e filha para saber o histórico familiar, conversará com a adolescente para ensinar a ela a forma correta de se limpar, como lavar a região íntima, que tipos de produtos usar para essa assepsia (como sabonetes líquidos, absorventes comuns ou internos), além da indicação de calcinha confortável e de algodão para prevenir infecções.

Nessa consulta o médico também abordará sobre a importância da adolescente conhecer o próprio corpo, que passará por várias mudanças a partir de agora, como o seu crescimento corporal,  crescimento dos pelos, além dos seios, que estarão mais evidentes. A jovem também passará a ter um ciclo menstrual que precisa ser acompanhado mensalmente e anotado na agenda os dias que ficou menstruada e se o fluxo foi intenso ou não.


Haverá exame físico?

Segundo os médicos, isso dependerá da timidez da nova paciente. Nessa primeira consulta, além da entrevista, da troca de informações e da formação do vínculo médico-paciente, é preciso proporcionar à adolescente a segurança necessária no profissional de saúde. No entanto, muitas vezes o exame físico pode ser necessário. Primeiro para saber como está o seu desenvolvimento, segundo até para o médico recomendar ou não o uso de absorvente interno (isso dependerá do tipo de hímen que a adolescente tenha). E também se ela já teve relações sexuais. Se a resposta for positiva, além do profissional precisar avaliá-la para ver se está tudo bem, ele também solicitará os exames ginecológicos, explicando a sua necessidade para que a jovem mantenha a saúde sexual em dia.


A importância do uso de preservativos

Tendo tido ou não relação sexual, é responsabilidade do médico ginecologista, além da família, falar da importância da jovem conhecer o próprio corpo, mostrando-lhe como funciona o aparelho reprodutor, a importância de usar preservativo para quando tiver a primeira relação sexual, ou para continuar a usá-la, caso já tenha acontecido. Nesse aspecto, ele poderá explicar os diferentes tipos de contraceptivos, e que o uso de preservativo, tanto o feminino como o masculino vai protegê-la de contrair infecções sexualmente transmissíveis como HPV e HIV.


Gravidez na adolescência

A gravidez indesejada na adolescência também é uma grande preocupação da ala médica. Dados da Organização das Nações Unidas de 2018 e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que 1 em cada 5 bebês que nascem no Brasil é de mães adolescentes, com idades entre 15 e 19 anos. Por isso, a necessidade de se falar desse assunto na primeira consulta. Afinal, ela é considerada de alto risco nessa fase e o pré-natal é fundamental para prevenir complicações durante a gravidez e o parto. 



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