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 11/09/2019 - Gerenciamento em Saúde; Saúde do Adulto

 Campanha Brasileira de Prevenção ao Suicídio

Foto de duas mãos se entrelaçando. No meio da imagem está escrita a hashtag #cuidardevocê.

A Campanha de Prevenção ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) foi criada em 2014, junto ao Conselho Federal de Medicina – CFM. São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar, está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias químicas.

O Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. Em 2012 foram registradas 11.821 mortes, cerca de 30 por dia, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. Os números brasileiros devem, entretanto, serem analisados com cautela. Em primeiro lugar, porque pode haver uma subnotificação do número de suicídios, em segundo lugar porque há uma grande variabilidade regional nas taxas.


Os dois principais fatores de risco são:

  • Tentativa prévia de suicídio: é o fator preditivo isolado mais importante. Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que 50% daqueles que se suicidaram já haviam tentado previamente;

  • Doença mental: sabe-se que quase todos os suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada, frequentemente não tratada ou não tratada de forma adequada. ​

Sinais de alerta – Prevenção do suicídio:

Os sinais de alerta descritos abaixo não devem ser considerados isoladamente. Não há uma “receita” para detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Entretanto, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo.

​Aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas:

Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.


Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança:

As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentirem sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida futura. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos. 


Expressão de ideias ou de intenções suicidas:

Os comentários abaixo podem parecer óbvios, mas muitas vezes são ignorados:

"Vou desaparecer.”

“Vou deixar vocês em paz.”

“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”​

“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”


Isolamento:

As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas atividades que costumavam e gostavam de fazer.


Outros fatores:

Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio.


  • É proibido que a mídia fale sobr​e suicídio. 

FALSO. A mídia tem obrigação social de tratar desse importante assunto de saúde pública de forma adequada. Isto não aumenta o risco de uma pessoa se matar. É fundamental dar informações à população sobre o problema e onde podem buscar ajuda. 


Diante de uma pessoa sob risco de suicídio, o que se deve fazer?

  • Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvi-la com a mente aberta e ofereça seu apoio;

  • Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde mental, de emergência ou de apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento;

  • Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa;

  • Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa;

  • Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

ATENÇÃO: O CVV (Centro de Valorização da Vida) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar sob total sigilo. O contato pode ser feito por telefone, e-mail ou chat, 24 horas por dia. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat.



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