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 06/06/2019 - Saúde da Criança

 Chupeta: usar ou não?

Mulher segura um bebê no colo. O bebê usa uma chupeta. No centro da imagem, está escrita a hashtag #cuidardevocê.

A mãe que nunca se sentiu aliviada ao ver seu bebê se acalmar somente depois de lhe entregar a chupeta, que atire a primeira pedra. Para muitos pais, esse é o recurso mais utilizado para fazer o bebê parar de chorar, principalmente quando já foi oferecido a ele o peito para mamar, a comidinha, a água, a fralda que já foi trocada e nada disso foi suficiente. Mas também há pais que são categóricos sobre oferecer a chupeta por qualqu​​​er motivo. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é preciso pesar os prós e contras na decisão de oferecer ou não a chupeta à criança. Por um lado, o bebê pode querer trocar a alimentação, principalmente as mamadas (para aqueles que são amamentados no peito) pela chupeta, e isso pode causar efeitos sobre o seu desenvolvimento, como a perda de peso. Além disso, peças da chupeta podem causar problemas sérios, como se desprender com o manuseio ou até causar asfixia.

Por outro lado, é mais do que normal que as crianças, em especial os bebês, procurem alguma forma de sucção para se acalmarem, seja por meio do seio materno, do dedo, da chupeta, da mamadeira ou até da fralda, como forma de se sentirem acolhidos. O importante é que a chupeta não seja usada o tempo todo, até para não virar um hábito. Nesses casos, especialistas recomendam que a criança comece a ser desestimulada a usá-la já a partir do primeiro ano de vida. Oferecer brinquedos macios e de plástico (já que serão levados à boca) pode ser uma alternativa para substituí-la.

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Prós e contras da chupeta

Prós:

Para muitos médicos, ela pode ser um recurso contra a Síndrome da Morte Súbita da Infância, já que sugar a chupeta enquanto dorme poderia prevenir o problema. Ainda assim, seu uso é restrito após o primeiro mês de amamentação, para evitar que a chupeta prejudique o hábito do aleitamento materno.

A chupeta acalma. Por isso, ela é uma grande aliada dos pais que têm bebê agitados ou que não conseguem adormecer mesmo depois da mamada. Mas o recomendado é que os pais usem desse artifício com cuidado e somente quando a criança realmente precisa. Ou seja, em momentos de estresse.

Quando a criança tem uma necessidade de sucção não nutritiva, ou seja, mesmo depois da mamada, ela continua com a necessidade de sugar. Mas mesmo nesses casos, a chupeta pode ser indicada com muita moderação e sempre após a alimentação, nunca como substituição.


Contras:

Pode prejudicar a amamentação. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças que usam chupeta mamam por menos tempo. Isso tende a acontecer porque a sucção do peito é diferente da sucção da chupeta. Para mamar no peito, o bebê usa músculos diferentes daqueles necessários para sugar a chupeta e isso pode deixá-lo confuso. Quando essa confusão acontece, o bebê pode sentir dificuldade de sugar o leite, e com isso vai deixando de mamar.

Chupetas usadas o tempo todo, a longo prazo podem desencadear uma série de problemas ortodônticos, como alterações das cavidades orais e de dentição, como o desalinhamento dos dentes, e também levar a problemas na mastigação.

Estudos apontam que a otite (dor de ouvido) é mais comum em crianças que usam chupeta. Isso acontece porque a sucção da chupeta faz com que o músculo responsável pelo funcionamento da tuba auditiva (canal entre faringe e o ouvido) não seja estimulado de forma adequada em crianças que chupam chupeta, favorecendo o acúmulo de secreção nos ouvidos e, consequentemente, a dor.​

A chupeta pode conter vírus e bactérias que causam candidíase oral e afta. Além disso, seu uso sem a devida higienização aumenta o risco de a criança adoecer.



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