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 07/02/2019 - Notícias

 Como anunciar o segundo casamento aos filhos

Um noivo abraça uma noiva por trás e seguram a mão um do outro. No centro da imagem está escrita a hashtag #cuidardevocê.

É natural e muito comum que pais separados vivam outros relacionamentos e formem novas famílias. Preparar os filhos para a mudança é importante, pois ajuda no relacionamento e no bem-estar, principalmente, dos filhos.

O novo companheiro ou companheira podem ser vistos pela criança como estranhos, por isso uma aproximação mais lenta pode facilitar o relacionamento.

Em alguns casos, a criança pode sentir ciúmes do novo membro da família ou do meio-irmão, se tiver, e pode também ficar mais agressiva ou recolhida. Um estudo da Universidade de Brigham, nos Estados Unidos, identificou três fatores que contribuem para a aproximação entre as famílias:

  • O casal deve discutir o mínimo possível, principalmente na frente das crianças;

  • Os pais devem ajudar as crianças a se sentirem confortáveis, permitindo que elas compartilhem suas frustrações;

  • O padrasto e a mãe, ou o pai e a madrasta, devem concordar entre si quanto a forma de criação.

Os pesquisadores identificaram que, geralmente, as frustrações ocorrem quando o padrasto/madrasta assumem em excesso a autoridade dos pais ou quando interrompem o modo como as coisas são feitas na família. A falta de diálogo e de participação das crianças e adolescentes nos assuntos da casa também contribuem para dificultar a aproximação. Quanto mais ativas elas forem, melhor será o relacionamento. Mas isso só é possível quando o casal permite esse diálogo. Ainda segundo o estudo americano, um dos erros mais comuns é quando o casal age como se nada tivesse mudado, como se o novo companheiro fosse um substituto e não alguém que chegou para contribuir. Outro erro comum é a mãe ou o pai assumirem os dois papéis dentro de casa.

Dicas para lidar com as mudanças:

  • De acordo com a Academia Americana de Pediatria, críticas não devem ser reagidas com exagero. Elas tendem a se tornar menos frequentes com o passar dos meses;

  • Geralmente, quando o novo companheiro é justo e se esforça de modo sincero para ter uma boa relação com a criança, ao longo do tempo os sentimentos negativos serão substituídos por sentimentos mais positivos;

  • Ouvir e reconhecer os sentimentos ajudam nesse processo, por isso não os ignore;

  • Descubra alguns interesses que vocês têm em comum e convide a criança ou o adolescente para participarem dessas atividades em conjunto;

  • Trate-o com respeito;

  • Se os desentendimentos continuarem, talvez seja necessário a ajuda de algum profissional da área da psicologia.


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