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 02/07/2019 - Saúde do Adulto

 Como lidar com a Síndrome do Ninho Vazio?

Uma mãe sorridente enquanto o filho dá um beijo em sua bochecha. Ele está posicionado atrás dela.

O sentimento de tristeza e desânimo que acomete muitos pais quando os filhos se tornam independentes é chamado pela psicologia de Síndrome do Ninho Vazio (SNV). É importante ressaltar que uma saudade ou tristeza momentânea é normal, afinal foram anos dedicados ao cuidado com os filhos. Para uma pessoa realmente ser diagnosticada com SNV, o sentimento de desolação deve persistir por mais de seis meses. Por criação e cultura, as mulheres ainda são as mais atingidas por este quadro. Mesmo que o sexo feminino tenha conquistado mais independência e inserção no mercado de trabalho, as mães são as que mais passam tempo com os filhos e participam ativamente de atividades escolares, preparação de refeições, cuidado com as roupas dos filhos, etc. De acordo com o suplemento Outras Formas de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgado pelo IBGE, em 2018 as mulheres dedicaram, em média, 21,3 horas por semana com afazeres domésticos. O número equivale a quase o dobro do que os homens gastaram com as mesmas tarefas (10,9 horas). As mulheres também apresentam outro agravante. Muitas vezes, a saída dos filhos e a menopausa ocorrem simultaneamente. Sintomas como ansiedade, cansaço, depressão, alterações na libido, memória e humor se intensificam.  


Mas afinal, o que fazer para evitar a SNV?


Entenda que filhos realm​​ente são para o mundo.

É preciso entender um fator básico: pessoas não são objetos. Os filhos não são propriedade dos pais. As crianças realmente precisam dos adultos a maior parte do tempo, mas mesmo assim apresentam vontades próprias, personalidade, desejos. Para quem ainda não tem filhos mas pretende, a dica é já saber que filhos não servem para evitar a solidão ou ocupar um vazio que você possa sentir. Para isso, busque ajuda profissional como psicólogos, psiquiatras, grupos de ajuda, etc. Entenda que todos têm direito à vida própria e a trilhar seus caminhos. 


Vida a dois. 

Outra dica é lembrar sempre de quem você escolheu como companheiro(a). Não deixe o seu relacionamento esfriar. É normal que nos primeiros anos os pais se dediquem exclusivamente aos pequenos. Mesmo assim, continuem saindo para jantar, comemorar aniversário de namoro (por que não?), viajar sozinhos, preparar uma surpresa… são infinitas possibilidades. Mas tenha em mente que um dia as crianças crescem, saem da casa dos pais, casam e criam outra família. O lar será o dia a dia do casal e, por isso, vocês precisam conviver em harmonia. Não sejam apenas pais. Sejam um casal! 



Individualidade.

Não deixe de ser você. Isto é, continue com os hobbies que você sempre teve, preserve seus amigos, seu tempo sozinho. Às vezes não há tempo suficiente, então faça pequenas tarefas que o lembre de como é bom dar atenção a você mesmo. 


Fui diagnosticado com SNV, e agora? 

Ajuda profissional é fundamental! Mas além disso, pratique as dicas anteriores. Dedique tempo a você mesmo, ao seu casamento e aos amigos. Veja esta nova fase como uma grande oportunidade de colocar seus sonhos em prática. Sabe aquele projeto que acabou indo para a gaveta quando o bebê nasceu? É hora de agir! E, claro, pense que seu filho tem o direito de caminhar pela própria estrada. Tente não se intrometer nas decisões que ele tomar ou querer atenção o tempo inteiro. Deixe que ele vá, porque assim eles voltam. Voltam para uma visita repleta de amor e saudade, voltam para contar novidades ou voltam para pedir conselhos ou até um colo. Você também já foi jovem e quis sair de casa, você também fez sua família e ficou feliz com isso, não é? Aja da mesma forma que gostaria que agissem com você. O relacionamento entre pais e filhos pode até melhorar após esta nova ordem familiar.


Para motivar você nesta fase, fique com uma poesia de Khalil Gibran:


"Teus filhos não são teus filhos​

São filhos e filhas da vida, anelando por si própria

Vem através de ti, mas não de ti

E embora estejam contigo, a ti não pertencem.

Podes dar-lhes amor mas não teus pensamentos,

Pois que eles tem seus pensamentos próprios.

Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas 

Pois que suas almas residem na casa do amanhã, 

Que não podes visitar sequer em sonhos. 

Podes esforçar-te por te parecer com eles, mas não procureis fazei-los semelhante a ti, 

Pois a vida não recua, não se retarda no ontem.

Tu és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são disparados... 

Que a tua inclinação na mão do Arqueiro seja para alegria."


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