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 03/02/2021 - Gerenciamento em Saúde

 Dor de ouvido não é coisa só de criança

Imagem de duas crianças nadando em uma piscina.

Bastante conhecida entre as mães e os pais, pelo fato de ser comum na infância, a otite é uma infecção que afeta o ouvido e pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus. Na verdade, quando se fala em otite, não se deve generalizar, pois ela pode ser crônica ou aguda e afetar diferentes partes do ouvido, que é dividido em interno, médio e externo. Cada infecção tem a sua peculiaridade.

Existem diferentes tipos de otite. A mais comum é a otite externa, também chamada de otite de verão, pelo fato de ser mais frequente nos meses mais quentes do ano, quando as pessoas têm mais contato com a água, seja na piscina, no mar ou em rios e cachoeiras. A infecção localiza-se na região mais superficial do ouvido, no canal que liga a orelha ao tímpano. O contato com a água faz com que a cera, que atua como um agente defensor contra bactérias e fungos, se desprenda e, com isso, o canal auditivo fica propício para a formação da infecção, causando dor, coceira e sensação de entupimento.

Mas a água não é o único vilão dessa história. Otorrinolaringologistas explicam que o uso inadequado de hastes flexíveis, como os cotonetes, pode causar traumas e, aliados à umidade, levam à infecção. Até mesmo a unha ou atritos no momento de secar a orelha ou coçar o ouvido podem ser a deixa para uma otite.

Outro equívoco é achar que apenas as crianças são suscetíveis a ter esse problema. Jovens, adultos e idosos também podem ter otites. O tratamento pode ser feito com antibióticos, analgésicos e antifúngicos, de acordo com a prescrição médica.


Cuidados para evitar sequelas

Outro tipo de otite é a média, que atinge uma parte mais profunda do ouvido, onde estão localizados o tímpano, a câmara timpânica, os pequenos ossos do ouvido e a tuba auditiva. Ela pode ser causada por bactérias ou vírus e costuma se manifestar durante ou após gripes, resfriados ou infecções na garganta.

Devido à proximidade do canal auditivo com a garganta, fica fácil a passagem de bactérias e vírus para o canal auditivo, levando à inflamação do local, caracterizando, assim, a otite média. Dor forte, febre e diminuição da audição são os principais sintomas, além de secreções, que precisam ser drenadas.

Diagnosticar o problema o mais breve possível faz toda a diferença, já que a otite média deve ser acompanhada para analisar a necessidade de uso de medicamentos. Não usar remédio por conta própria, não pingar nenhuma solução caseira no ouvido e procurar um médico otorrinolaringologista para fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento adequado são as principais orientações dos especialistas. Otites recorrentes e subtratadas podem deixar sequelas, como perda de audição.

Há ainda a otite interna, que atinge os canais internos do ouvido (cóclea e canais semicirculares) e pode causar zumbido no ouvido, vertigem e tontura. Somente o médico otorrinolaringologista pode fazer o diagnóstico correto e prescrever o tratamento adequado para cada caso.


Cuidados preventivos

Veja as orientações médicas para evitar o surgimento de otite:

  • Seque bem os ouvidos com uma toalha após nadar ou mergulhar e após o banho, mas nada de esfregar com força
  • Se ficar água no ouvido, deite-se com a cabeça de lado e encoste a orelha em uma toalha para que a água saia
  • Em casos de otite recorrente, vale utilizar protetores para ouvido de silicone para nadar ou mergulhar
  • Evite hastes flexíveis ou outros objetos que podem contribuir para o surgimento das inflamações no ouvido


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