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 01/11/2018 - Notícias; Saúde da Criança

 Mundo Digital: cuidados com crianças e adolescentes

Criança e adulto usando um smartphone juntos.

Uma pesquisa divulgada em 2017 pela Universidade de Seul, na Coreia do Sul, revelou que a dependência por smartphone já pode ser considerada um vício porque provoca alterações químicas no cérebro e índices de abstinência semelhantes ao uso de drogas. O mesmo estudo identificou que os adolescentes com nomofobia – nome dado à dependência de internet – apresentaram mais sinais de depressão, ansiedade, insônia e impulsividade.


O acesso traz sim benefícios. Um deles é a aquisição de conhecimento por meio, por exemplo, de pesquisas escolares, leitura de notícias, visualização de mapas e jogos educativos, mas desde que seja no tempo e idade adequados. Isso porque o mundo digital também pode influenciar negativamente os hábitos desde o início da infância.


Além disso, outros problemas relacionados ao uso exagerado são:

  • Dificuldades de socialização e conexão com outras pessoas;
  • Dificuldade no processo de aprendizagem;
  • Aumento da ansiedade, violência, cyberbullying, transtornos do sono e sedentarismo;
  • Problemas auditivos por uso de fones de ouvido (headphones), problemas visuais e de postura e lesões de esforço repetitivo (LER);
  • Acesso à pornografia e redes de pedofilia;
  •  Exploração sexual on-line;
  • Compra e uso de drogas;
  • Pensamentos ou gestos de autoagressão e suicídio.

As recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são para que os pais sejam presentes, cuidadosos e vigilantes. As dicas são:

  • Estabeleça regras e limites claros determinando o tempo de uso de acordo com a idade e o desenvolvimento da criança e adolescente;
  • Evite e, se necessário, proíba a exposição passiva de conteúdos inapropriados para crianças menores de 2 anos;
  • Limite o tempo de exposição ao máximo de uma hora por dia para crianças de 2 a 5 anos de idade;
  • Crianças de até 10 anos não devem fazer uso de televisão ou computador em seus quartos;
  • Adolescentes não devem ficar isolados nos seus quartos ou ultrapassar duas horas de sono saudável durante a tarde;
  • Compense as horas de jogos on-line com atividade física e contato com a natureza;
  • Crianças menores de 6 anos devem ser protegidas da violência virtual presente em filmes e jogos violentos, por exemplo;
  • Oriente-os a nunca compartilhar senhas, fotos ou informações pessoais;
  • Aconselhe-os a não se expor em webcam para pessoas desconhecidas e nem poste fotos íntimas ou nudez.
  • Monitore redes sociais, sites e aplicativos acessados pelos filhos;
  • Converse sobre os perigos e riscos da internet ou encontros com pessoas desconhecidas;
  • Use antivírus, antispam, antimalware e softwares ou programas que têm filtros de segurança e monitoramento para palavras ou sites;
  • Incentive a ética e o respeito para que não pratiquem o cyberbullying;
  • Aproveite, nos fins de semana, a oportunidade de permanecer sem o uso de tecnologia, brincando de maneira interativa e construindo uma relação de confiança com seus filhos.

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