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 20/02/2020 - Gerenciamento em Saúde

 Praticar o perdão pode trazer poderosos benefícios à saúde

Na imagem temos duas pessoas dando as mãos.

Quase todo mundo já se sentiu injustiçado, não é mesmo? Pode ter sido por um colega de trabalho, um amigo ou até mesmo alguém da família. Mas se apegar a sentimentos negativos pode causar prejuízos à sua saúde. 

Perdoar alguém nunca é uma tarefa fácil, mas ficar revivendo esses eventos a todo o momento pode deixar a sua mente repleta de pensamentos negativos e raiva suprimida. Ao aprender a perdoar, você não estará mais preso no passado e nas ações dos outros, estando assim, completamente livre. 


Deixando ir

Existem dois tipos de perdão: o racional e o emocional. 

O perdão racional envolve uma escolha consciente de trocar os pensamentos negativos por positivos. No perdão racional você toma a decisão de não desejar que nada de mal aconteça para aquela pessoa. Esse é, em geral, o jeito mais rápido e fácil de perdoar alguém. 

Já no perdão emocional, você se afasta dos sentimentos negativos e passa a não habitar mais naquele momento de desrespeito. O perdão emocional é muito mais difícil, leva tempo e é muito comum que esses sentimentos voltem de forma recorrente. Isso acontece quando pensamos na pessoa, quando algo é um gatilho para a memória, ou quando você ainda sofre com as consequências dessa ação. 


O perdão e a sua saúde 

Praticar o perdão pode trazer poderosos benefícios para a sua saúde. De acordo com os últimos estudos observacionais feitos pelo departamento de Psicologia e Psiquiatria de Harvard, o perdão está associado a baixos níveis de depressão, ansiedade e hostilidade. Perdoar reduz o abuso de substâncias, aumenta a autoestima e torna a vida mais prazerosa. 

Ainda assim, perdoar continua sendo mais fácil de dizer do que fazer.  


Pratique aos poucos

Um jeito de ficar confortável com o perdão é praticar pequenos atos no nosso dia a dia. Por exemplo, se alguém é desrespeitoso com você no trânsito, o que você faz? Vale a pena ficar ressentido ou responder da mesma forma? 

Você pode utilizar esse momento para reconhecer o quanto o comportamento do outro foi errado e perceber que isso não tem absolutamente nada a ver com você pessoalmente. Perdoe na hora e siga adiante, dessa forma estará aprendendo a não ter reações negativas evitando sentimentos nocivos.


Método REACH

Everett Worthington, pesquisador renomado da Virginia Commonwealth University (EUA), criou um método de cinco passos para praticar o perdão: o REACH. 

Recorde a ofensa sem culpar ou atacar a outra pessoa

O primeiro passo é lembrar-se do que aconteceu de forma objetiva. A meta aqui não é pensar na pessoa de forma negativa ou ocupar o lugar de vítima, mas sim de ter um entendimento claro do que exatamente aconteceu e por qual razão foi tão ruim. Visualize a pessoa, a situação e tudo que aconteceu por consequência disso. Tente não sair desse pensamento, especialmente se você sentir raiva, tristeza ou outros sentimentos negativos. 

Emocionalmente, substitua emoções negativas por emoções positivas, como empatia, simpatia, compaixão e amor. 

Neste segundo passo, você vai tentar entender o ponto de vista da outra pessoa, independente de como você se sentiu. Às vezes as coisas não são tão pessoais, pode ser que o que foi feito seja uma reação da pessoa aos próprios problemas que está enfrentando. Em geral, as pessoas atacam outras porque elas mesmas estão em estado de medo, insegurança ou preocupação. 

Altruisticamente, ofereça o dom do perdão

Este passo é sobre abordar e reconhecer suas próprias falhas. Relembre um momento em que você lidou com alguém de maneira rude ou desrespeitosa e foi perdoado por agir dessa forma. Como você se sentiu? Reconheça que isso ajuda e entenda que perdão é um dom que você pode oferecer altruisticamente aos outros. 

Comprometa-se com o perdão que você experimentou

Escreva uma carta dizendo como você se sente, perdoe e comprometa-se. Você não deve enviá-la para ninguém. Isso ajudará a tornar a decisão de perdoar uma realidade. 

Havendo dúvidas, agarre-se ao perdão

Se as memórias voltarem e com elas os sentimentos nocivos, lembre-se de que você já perdoou. Recorra à carta que você nunca mandou se for preciso e transforme a sua reação em relação a essas memórias.


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