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 06/02/2019 - Notícias; Saúde da Criança; Saúde do Adolescente; Saúde Mental

 Vamos falar sobre bullying?

Quatro crianças se divertindo fazendo bolhas da sabão.

Apesar de o nome ter sido popularizado nas últimas décadas, o bullying não é algo novo no mundo. Como bem cita a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em sua cartilha sobre o tema, o bullying já foi relatado há mais de 150 anos na obra Oliver Twist, de Charles Dickens. Situações que expõem a criança ou o adolescente ao constrangimento, agressões intencionais físicas ou verbais, para intimidar, difamar, debochar, ameaçar, danificar pertences ou excluir de atividades e conversas podem provocar dor, angústia e problemas de saúde e comportamento. Já o cyberbullying se caracteriza por ações na internet para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de constranger. A prática do bullying, muitas vezes, é evidente na fase pré-escolar, tem seu pico no ensino médio e diminui ao final desse mesmo período. Em 2015 foi aprovada a Lei nº 13.185, que institui o programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) no âmbito educacional. Ainda assim, é fundamental a participação ativa dos pais ou responsáveis na vida da criança e do adolescente, assim como o diálogo em torno dos riscos e consequências do bullying, a fim de minimizar a prática.


CARACTERÍSTICAS DO BULLYING

  •  Intenção de prejudicar: A pessoa que pratica o bullying entende que sua atitude será desagradável, mas mesmo assim a faz.

  • Repetição: Uma das evidências é a repetição, diferente do cyberbullying que mesmo se ocorrer apenas uma vez já é considerado bullying.

  • Relação desigual de poder: A vítima se sente inferior em força física, em desvantagem por existir mais agressores do que agredidos e uma visível diferença em autoconfiança e autoestima.

  • Natureza das atitudes agressivas: Os atos visam humilhar, intimidar, agredir, difamar, debochar, ameaçar e danificar pertences.

Muitas vezes a criança ou o jovem não relata aos pais o que acontece na escola. Por isso, fique alerta se ele apresentar:

  • Sinais de traumas na pele;

  • Roupas rasgadas;

  • Pânico para ir à escola;

  • Queda no rendimento escolar;

  • Insônia ou sono agitado;

  • Alterações repentinas de humor;

  • Comportamento agressivo;

  • Isolamento social.

O bullying pode resultar em transtorno do pânico, fobia social (timidez), ansiedade generalizada, anorexia, bulimia, transtorno obsessivo-compulsivo, depressão, transtorno do estresse pós-traumático e sintomas psicossomáticos (náusea, palpitação, dor de cabeça, diarreia, alergia, tremores, sudoreses). Casos mais graves podem resultar em homicídio ou suicídio.


Prevenção

  • Busque o diálogo com a criança, família e escola;

  • Estimule a amizade dentro do ambiente escolar;

  • Incentive que ele sempre ande em grupos de amigos;

  • Não deixe o adolescente em ambientes vulneráveis onde ele possa ser agredido (como pontos de ônibus e parques).

Meu filho pratica bullying! E agora?

Caso os pais identifiquem que os filhos praticam bullying, a orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é não ignorar a situação, mas sim buscar respostas para os motivos do comportamento.

  • Não aja com violência ao detectar a situação;

  • Incentive o seu filho a falar sobre os problemas e as frustrações;

  • Busque possíveis soluções em conjunto com o jovem;

  • Conheça os amigos dos seus filhos para identificar se ele pode estar sendo influenciado. Cuidado para não buscar outros culpados e isentá-lo de seus atos e responsabilidades;

  • Conduza o jovem para a prática de algum esporte;

  • Converse com o pediatra e os professores a fim de buscar soluções conjuntas para resolver o problema.


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