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 15/05/2018 - Saúde do Adulto; Saúde do Idoso; Saúde da Criança; Notícias; Saúde da Gestante e do Bebê

 Riscos da automedicação

Um remédio para dor muscular, outro para dor de cabeça e aquele que a colega de trabalho indicou para febre. Afinal, todo mundo já tomou um remédio sem prescrição médica, não é mesmo? Acontece que essa prática, apesar de comum, traz riscos para a saúde.

Atualmente o Brasil é o recordista em automedicação. Segundo números do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2015, a prática de tomar remédio sem a devida orientação de um profissional de saúde foi a causa de internação de mais de 60 mil brasileiros. Isso ocorre por uma série de motivos, desde aspectos culturais, hábitos de família, sugestão de terceiros e até o costume cada vez mais frequente de se “consultar” pela internet.

A automedicação implica em riscos, mesmo quando há utilização de medicações consideradas seguras. É importante saber que a mesma medicação pode não servir para pessoas diferentes em situações semelhantes. A ingestão da dosagem errada de medicamentos é outro fator frequente nessas situações, pois com a automedicação, a chance de haver erro de dose é muito maior, o que pode ter consequências graves.

É comum que as pessoas tenham em casa alguns comprimidos remanescentes de tratamentos anteriores ou fácil acesso a inúmeras medicações no balcão da farmácia. Sem a devida orientação, acabam consumindo remédios que podem não ser os mais indicados para o paciente naquele momento.

Algumas medicações são comumente utilizadas e, portanto, necessitam de cuidados. São elas:

Anti-inflamatórios e aspirina: geralmente usados para alívio de dores e febre, podem ter efeitos colaterais muito graves no estômago, rins e fígado;

Paracetamol: amplamente utilizado como analgésico e antitérmico, quando utilizado em doses acima do recomendado pode trazer sérios danos ao fígado;

Corticóides: administrados para aliviar desconfortos gerados por crises alérgicas e infecções respiratórias, essas medicações estão entre as que mais devemos ter cuidado. Os efeitos colaterais podem ocorrer em praticamente todos os órgãos e sistemas, podendo levar a quadros de hipertensão, aumento da glicose, deficiência na imunidade, distúrbios ósseos, etc;

Antibióticos: muito já se ouviu falar sobre a resistência das bactérias a esse tipo de medicamento. Mas grande parte dessa realidade se deve ao uso indiscriminado e inadequado da medicação. É importante ressaltar que cada classe de antibiótico possui um perfil diferente. Ou seja, os possíveis efeitos colaterais e contraindicações dependem do tipo de antibiótico ingerido.

Para evitar a incidência de automedicação, o acompanhamento médico especializado é indispensável para que os pacientes possam ser avaliados de forma individual e instruídos sobre os autocuidados apropriados em relação às medicações seguras e aos cuidados que integram o tratamento.


Fonte: Viver Bem Unimed Porto Alegre.

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