Comando para Ignorar Faixa de Opções
Ir para o conteúdo principal
Logon

Notícias

 04/06/2018 - Institucional

 Como será a medicina do futuro?

 Neurologista e professor de medicina da UFRGS, Pedro Schestatsky, que palestrou em evento da Unimed Porto Alegre, avalia a medicina do futuro com forte atuação preventiva e sustentada por ferramentas tecnológicas.

Você sabia que atualmente morrem mais de 5 milhões de pessoas ao ano por doenças crônicas evitáveis? Para o neurologista Pedro Schestatsky, essas mortes não aconteceriam se a medicina do futuro fosse o presente. O especialista – também professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e fundador da LifeLab, programa de precisão que diagnostica doenças em fase pré-sintomática – falou com exclusividade aos cooperados da Unimed Porto Alegre no Ciclo de Palestras iniciado no dia 24 de maio.

A longevidade sempre foi um desafio para a ciência. Com a evolução tecnológica, foi possível descobrir como evitar, diagnosticar e tratar as doenças. "Estamos em uma realidade jamais vista em termos de evolução médica", afirma Schestatsky.

Para entender como a medicina do futuro pode ajudar na longevidade, Pedro Schestatsky elenca cinco limitações da medicina atual, as quais ele chama de oportunidades que devem ser vencidas para transformar a medicina do futuro em presente:

Foco na doença: "Hoje trabalhamos com pacientes que têm má qualidade de vida, sedentários e sem atentar para a prevenção de doenças. A medicina do futuro tem como objetivo trabalhar esse paciente para que ele alcance uma evolução, tornando-se 100% ativo, com alimentação balanceada e atividade física frequente. "

 Paciente não se trata sozinho: "O indivíduo devia ser o seu próprio médico, praticando a prevenção das doenças. Apesar da palavra batida, o empoderamento define o paciente da medicina do futuro. Hoje as pessoas contribuem para o paternalismo dos médicos, pois querem ser tratadas mais do que tratar a si mesmo. "

 População é diferente de indivíduo: "Os ensaios clínicos falam muito de populações e não focam em grupos de pacientes. Todos são diferentes uns dos outros, o que torna as respostas variadas. A medicina de precisão veio para trazer exatidão aos diagnósticos. A partir daí, torna o indivíduo único, para que ele possa ser tratado de forma personalizada, com o foco em seu problema. "

 Médico deixa de ser autoridade para ser parceiro: "A figura do médico no futuro não será mais como uma autoridade, mas como um gestor da informação. Como a informação é abundante, precisamos de alguém que faça esse filtro. Então vejo um caminho promissor na medicina se apostarmos nessa oportunidade. "

 Estudos lineares: "Os ensaios produzidos pelas instituições ficaram lineares. O material é utilizado sete anos depois, por exemplo. Estamos em meio à Lei de Moore, que diz que o poder de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses. Um exemplo disso é a decifração do genoma, que levou 15 anos para alcançar 1%. No último ano, já com a invenção da ferramenta Ilumina, mais barata que um tomógrafo, o genoma alcançou 99% de tradução. Em um ano foi feito muito mais que em 14 anos. "

O neurologista ressalta ainda que a vida é como um automóvel. "O carro está exposto a quatro fatores: design, manutenção, acidente e quilometragem. O design é a nossa carga genética. A manutenção são os checkups. Os acidentes são o ambiente, e a quilometragem é o envelhecimento, que ainda não conseguimos retardar. Podemos ter uma plenitude se prestarmos atenção nessas variáveis", afirma.

Ferramentas do futuro no presente

Para o médico, as ferramentas tecnológicas devem ser exploradas, bem como o uso de inteligência artificial. "Existe uma ferramenta chamada Living Matrix. É um questionário de 5.000 perguntas que permite ao médico estudar o paciente de forma detalhada. A partir de gráficos, oportuniza saber o que aconteceu com o paciente antes mesmo de ele nascer e ressignifica os sintomas em áreas da saúde, para orientar o especialista na conduta terapêutica", conta. O interessante fica por conta do valor, que, graças à exponencialidade da tecnologia, custava US$ 100 mil e hoje pode ser adquirido por US$ 980. "Esse fato abre portas para a tecnologia disruptiva: o que era privilégio de uns vira privilégio de muitos", destaca.

Ciclo de Palestras Unimed Porto Alegre

O Ciclo de Palestras faz parte da Diretriz de Aproximação com o Cooperado, que tem como objetivo elevar a satisfação do cooperado com a cooperativa, bem como valorizá-lo. A iniciativa visa a proporcionar aos cooperados novas interações com temas contemporâneos, voltados ao bem-estar e à saúde do médico, além de proporcionar autoconhecimento e despertar interesse sobre temas diversificados e inovadores.


Informações Gerais

Central de Relacionamento com o Cliente 4004 2040

Serviços de Atendimento

SAC 0800 510 4646

Agendamento de Consultas

Unifacil 4020 3113

Emergências Médicas

SOS Unimed 0800 707 0007

Central de atendimento coronavírus

Coronavírus 0800 920 60 62

Informações e Agendamento de Exames

Rede de Serviços Próprios Unimed 2136 4100