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 30/05/2018 - Viver Bem

 Dia Mundial Sem Tabaco alerta para os riscos do fumante ativo e passivo

 A fumaça do cigarro possui três vezes mais nicotina e 50 vezes mais substâncias cancerígenas. Óbitos por fumantes passivos foi a terceira maior causa de morte evitável no mundo.

O dia 31 de maio marca o Dia Mundial Sem Tabaco. A Organização Mundial da Saúde calcula que 100 milhões de pessoas morreram por causa do tabaco no século XX. Dos 1,3 bilhão de fumantes no mundo, estima-se que 650 milhões vão morrer prematuramente por causa do cigarro. Mas há um dado ainda mais alarmante. As mortes por fumantes passivos foi a terceira maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o fumante ativo e o consumo excessivo de álcool. E as maiores vítimas são as crianças e adolescentes.

A fumaça que circula nos ambientes possui, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a inalada pelo fumante ativo, de acordo com o Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Segundo a médica especialista em dependência química do Programa Viver Bem, da Unimed Porto Alegre, Irma Rossa, o cigarro gera uma série de agravantes, tanto para quem fuma direta ou indiretamente. "É uma lista de 27 doenças que estão absolutamente relacionadas. Não é só a nicotina que faz mal. O cigarro tem mais de 4.000 substâncias químicas, e quando está aceso elas podem se transformar em mais de 7.000", aponta.

O hábito de fumar não prejudica apenas o fumante ativo, mas principalmente quem convive com a fumaça do cigarro. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17.972 óbitos associados ao fumo passivo no Brasil. A fumaça do cigarro possui 4.720 substâncias tóxicas diferentes. Elas constituem-se em duas fases: particulada e gasosa. A primeira contém nicotina e alcatrão. Já a segunda é composta por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, entre outros. Para quem fica exposto, os problemas respiratórios são inevitáveis. "Irritação nos olhos e garganta, tosse, dor de cabeça, vertigem e náusea, além do aumento do risco de câncer de pulmão e infarto", explica Irma.

Segundo ela, a exposição involuntária pode causar desde reações alérgicas (rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma) em curto período, até infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos. Em crianças, aumenta o número de infecções respiratórias.

Veja os perigos dos principais componentes exalados pela fumaça do cigarro:

·         Alcatrão: composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas, forma-se a partir da combustão dos derivados do tabaco. Entre elas estão o arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, resíduos de agrotóxicos, substâncias radioativas (como o Polônio 210, acetona, naftalina e até fósforo P4/P6). Muitas dessas substâncias são usadas em veneno para matar rato.

·         Nicotina: considerada pela Organização Mundial da Saúde uma droga psicoativa que causa dependência, age no sistema nervoso central como a cocaína, com a diferença que chega no cérebro em torno de 7 a 19 segundos. A nicotina ainda aumenta a liberação de catecolaminas, causando vasoconstrição, acelerando a frequência cardíaca, causando hipertensão arterial e provocando adesividade plaquetária. Por isso, o tabagismo é classificado como doença e está inserido no Código Internacional de Doenças (CID-10) no grupo de transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substância psicoativa. Além disso, estimula no aparelho gastrointestinal a produção de ácido clorídrico, o que pode causar úlcera gástrica. Também desencadeia a liberação de substâncias quimiotóxicas no pulmão, que estimulará um processo que irá destruir a elastina, provocando o enfisema pulmonar.

·         Monóxido de carbono (CO): combinado com a nicotina, provoca diversas doenças cardiovasculares.

Programa Viver Bem Sem Cigarro

A Unimed Porto Alegre possui o Viver Bem Sem Cigarro, uma iniciativa da equipe multiprofissional do projeto Viver Bem, voltada para quem precisa de ajuda contra o hábito. Desde 2012, o programa promove encontros com orientações e conversas para incentivar as pessoas a parar de fumar. A equipe recebe o grupo semanalmente na Casa Bem-Estar (Rua Miguel Tostes, 823 – Rio Branco – Porto Alegre). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 510 46 46 e pelo blog www.unimedpoa.com.br/viver-bem.